Nossa autoestima é formada na infância, e eu costumo dizer que a infância é um chão que a gente pisa a vida toda! Quando estamos começando a nossa vida dependemos da validação dos nossos pais para que nos tornemos confiantes e destemidos perante a vida, e quando não temos essa validação a nossa autoestima pode ser muito afetada. Mas não pense que estou culpando nossos pais, eles também não aprenderam a lidar com isso e convenhamos que não tem como ensinar algo que você não sabe.
Ao falar sobre autoestima, para muitos tem a ver apenas com a beleza exterior, o olhar no espelho e se sentir apenas bonita, não ligam a autoestima à saúde emocional, à forma leve de ver a vida, buscando apenas a beleza e mesmo assim sentindo aquele vazio enorme no peito.
A autoestima foi ligada à beleza, porém ela vai muito além disso, é você se sentir em casa com você mesma, sentir leveza ao entender quem é e mudar o que for possível.
É sua responsabilidade como adulta, aprender mais sobre si mesma, entender os seus traumas e como você tem funcionado para que com um bom direcionamento você descubra coisas novas sobre si e mude situações em sua vida, começando pela autoestima.
Vou trazer agora alguns sinais de baixa autoestima, vamos começar?
Sentimento de inferioridade:
Quando crescemos em um lar disfuncional por exemplo, cheio de comparações, nós crescemos acreditando que não estamos dentro de um padrão e que isso nos torna menos dignos, como se o nosso esforço ou tudo que a gente faz não tivesse valor. Então, com o decorrer da vida nós acabamos nos comparando aos demais e criando um cenário onde tudo que fazemos é menos importante. Independente do nosso esforço ou de onde chegamos, sempre sentimos que não somos bons o suficiente, pois a comparação que os nossos pais impuseram era muito irreal para lidarmos naquela fase e hoje fazemos o mesmo conosco.
Assim, acabamos não valorizando as nossas conquistas e desmerecendo cada degrau da nossa caminhada e até duvidando de nós mesmas. Esse sentimento de sempre se ver como “menos” diante dos demais, é um trauma que ficou registrado no nosso corpo, e podemos curá-lo através do autoconhecimento e terapia.
Culpa:
A baixa autoestima também traz consigo a culpa, sempre que não atingimos as nossas expectativas ou a dos outros nós temos tendência a sentir culpa. Mesmo em situações que não dependiam necessariamente de nós. Em casos assim nós iremos assumir responsabilidades ou culpas que não nos cabem pois temos medo do abandono, da rejeição e do julgamento.
Se você foi criada sem entender as suas emoções e não aprendeu como lidar com elas, então pode chegar a pensar que se não tomar como sua a culpa (até mesmo pelos erros dos outros), você será trocada.
Carência:
Quando falamos sobre estarmos carentes, existem níveis de carência que podem nos prejudicar de formas muito significativas, em alguns casos podem te levar a se colocar aos pés dos demais, isso faz com que você se julgue ainda mais. Essa carência vem do não ser suficiente, de não se conhecer ou entender o que se passa no seu emocional, ela vem atrelada ao merecimento, quando fazíamos tudo certo éramos recompensados, caso cometêssemos erros, vinha a punição e rejeição. Estar carente em algum momento da vida é considerado normal, porém o excesso dessa carência, faz com que você coloque qualquer pessoa no centro da sua vida, porque dessa forma você não tem que lidar consigo mesma, e toda a sua atenção, dinheiro e saúde mental ficam na mão de uma outra pessoa. O conjunto de toda essa carência faz a sua autoestima simplesmente ser aniquilada.
Reclamar:
Ela também pode se manifestar como reclamações incessantes, pois a pessoa não consegue ver o lado positivo da vida e isso gera um desgaste emocional. Aposto que você conhece alguém que reclama constantemente, nada está bom, tudo é sempre desgastante perto dessa pessoa. Pessoas assim simplesmente só veem o lado negativo, então seu recurso é reclamar o tempo todo, qualquer coisa é irritante, qualquer coisa incomoda e isso acaba afastando as pessoas e a sua energia se esvai, o que lhe traz mais baixa autoestima ainda.
Medo:
Uma pessoa com baixa autoestima tem medo de errar ou medo de novos desafios pois ela se cobra incansavelmente para ser boa o suficiente. Chega entrar em desespero e até a ter crises de ansiedade quando é necessário fazer uma coisa nova, e muitas vezes se pega fazendo de tudo para evitar, mesmo que isso custe muitos momentos bons. O medo paralisa a ponto de pensar que não irá conseguir “e se eu não tiver capacidade para resolver as coisas?”, o medo toma conta e se arriscam o mínimo possível e o pensamento é “não tem como eu fracassar em algo que eu não tentei”. Dessa forma a pessoa não sai do lugar, a vida vai passando e ela por medo, acaba no mesmo emprego de sempre, com os mesmos gostos de sempre, mesmo lugares, não se permitindo sair pra fora da “caixa”.
Perfeccionismo:
Em alguns casos vem o perfeccionismo, e a pessoa se sente incapaz de atingir os seus próprios ideais de perfeição, esse excesso de controle sobre as situações/ coisas, gera uma fuga, pessoas perfeccionistas também tem dificuldade em se arriscar, pois se aquele padrão irreal não for atingido pensa que é a pessoa mais incompetente do planeta, e eu não estou exagerando! A necessidade de controle em estar tudo na mais perfeita ordem causa um nível elevado de estresse, causando crises de ansiedade e, bom, achando que não é bom o suficiente, o que vai acarretar em mais dos exemplos já citados aqui.
Falta de autocuidado:
Por último mas não menos importante, vem a falta de autocuidado, afinal, quem não se gosta não se cuida! Isso ocorre porque a falta de autoestima não te faz perceber cuidados básicos do dia a dia, colocando como prioridade os relacionamentos, vida profissional, familiares entre outros, e esquecem de si.
A pessoa perde o prazer de se cuidar, em ver a vida mais bonita, em colocar em prática aquele banho premium, a unha feita, uma comidinha gostosa que te deixa feliz… não se lembra de colocar aquela música que era sucesso na adolescência e que você adorava dançar e cantar, os pequenos prazeres da vida são deixados de lado e assim a vida vai ficando cinza.
Nesses casos pode acontecer também da pessoa entrar em um estado de tristeza profunda, não tendo mais nenhum prazer próprio na vida, ela acaba por viver a vida em segundo plano, como se fosse apenas um coadjuvante na sua própria história e o palco principal fosse tomado por aquele relacionamento cheio de dependência emocional.
Fugir de nós mesmos não irá nos auxiliar na busca de uma melhora emocional. Embora possamos ter crescido em lares disfuncionais ou até ter tido um ótimo lar e no decorrer da vida acabamos nos perdendo de nós e ficando com a autoestima lá no chão, vale lembrar que nem sempre o que vemos é o que realmente é. Podemos nos ver como fracos e não merecedores porque passamos tanto tempo acreditando nisso que isso é apenas o que conhecemos. A realidade depende em como resolvemos lidar com tudo isso e quais passos vamos seguir para uma melhora, para um bom acolhimento emocional (o nosso próprio).
Uma pessoa com baixa autoestima só irá conseguir elevá-la se tiver coragem para mudar, ninguém melhora no ambiente empoeirado, é preciso ter um pouquinho de coragem pra sair da inércia, para ver a luz no fim do túnel e entender que é você quem precisa levantar e dar esse passo até a sua nova versão. Mudanças precisam de atitudes, decida que quer aumentar a autoestima e faça coisas que te ajudem nesse processo, não tenha preguiça de cuidar de você mesma.
Para melhorar a autoestima precisamos entender que é necessário trabalhar as nossas emoções, a terapia traz para fora dores que precisam ser curadas, rotinas em prol do aumento da autoestima.
O autoconhecimento é a chave para uma boa autoestima, quem se conhece sabe os seus limites pessoais e consegue aumentar a sua autoconfiança e consequentemente a autoestima se eleva ao mesmo tempo.
É importante fazer exercícios diários que reforcem suas qualidades, uma lista de coisas boas que você pode dizer pra si mesma. Nada substitui uma boa terapia, mas se não é possível agora, comece a avaliar suas qualidades, defeitos, coisas que você pode melhorar em sua rotina para que a autoestima também venha a se instaurar em sua vida. Comece aos poucos mesmo, sem se cobrar muito logo no começo, afinal, foi tanto tempo sem olhar pra si que vai levar um tempo também para que você se sinta confortável nesse novo jeito de se cuidar.
Ressaltando que, apesar das observações sobre baixa autoestima apresentadas neste artigo, cada indivíduo possui uma trajetória única e complexa, moldada por fatores pessoais e sociais. As recomendações aqui discutidas são sugestões gerais.
A autoavaliação e a busca por soluções devem ser feitas com cautela, considerando as particularidades de cada um. Encorajamos fortemente a consulta a profissionais capacitados que possam oferecer suporte e orientações personalizadas, respeitando a singularidade de cada jornada pessoal.
Te convido a conhecer a minha forma de levar esse cuidado através do processo Master Love.