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Fabiana Ruff

 

Carreira e Negócios / 19 de Março de 2025
Igualdade de Gênero da Mulher no Mercado de Trabalho
A Luta por Igualdade Salarial, Oportunidades de trabalho e Representação em Posições de Liderança



Por que a “Novela” da luta pela igualdade de gênero continua arduamente sem fim? 


Introdução

Mês de março é o meu mês preferido, primeiro porque é meu aniversário e segundo porque é marcado pelo mês da Mulher. Isso me inspirou a escrever a pauta desta semana, e claro vou abordar um tema que considero importante e precisa ser “lembrado” e falado, pois a saga das mulheres pela igualdade continua.

 Eu sei que é um tema complexo, mas resolvi me expressar porque passei por situação a qual vou descrever nos próximos parágrafos.

Independente do Dia Internacional da Mulher, temos que celebrar as conquistas femininas. Minha intenção através desta pauta, é proporcionar expansão da consciência sobre a importância do tema, principalmente quando se trata do mercado de trabalho.

A luta por igualdade de gênero no mercado de trabalho, continua sendo uma batalha diária para milhões de mulheres em todo o Brasil e no mundo. Apesar dos avanços significativos nas últimas décadas, as desigualdades salariais ainda continuam, a falta de oportunidades igualitárias e a sub-representação em cargos de liderança ainda são realidades que precisam ser ressaltadas e enfrentadas, não como uma disputa negativa, mas como “Programa de inclusão” e transparência.  Esta pauta vai explorar alguns pilares que considero fundamentais na igualdade de gênero, como o ambiente profissional, a igualdade salarial, as oportunidades de trabalho e a representação feminina em posições de liderança.


O Salário, a dura realidade da desigualdade ainda é uma Realidade Persistente

Desenvolvimento


Começo dizendo que a desigualdade salarial entre homens e mulheres é um dos maiores obstáculos para a igualdade de gênero no mercado de trabalho. De acordo com os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres ganham, em média, 20% a menos do que os homens em todo o mundo, mesmo desempenhando funções semelhantes ou igual. Essa desigualdade é ainda maior quando consideramos fatores como raça, etnia e idade. Mulheres negras, indígenas e imigrantes, por exemplo, enfrentam uma dupla discriminação, resultando em salários ainda mais baixos.

Essa diferença salarial não é apenas uma questão de justiça, mas também um reflexo de estereótipos de gênero que continuam sendo “cultivados” pela sociedade. Sem falar na ultrapassada ideia de que certas profissões são \"mais adequadas\" para homens ou que mulheres são menos competentes em cargos de alta responsabilidade, o que contribui para essa desigualdade. Claro, tem profissões que sabemos que só os homens fazem, mas não é sobre isso, tudo parece contra, até o simples fato da maternidade e a divisão desigual das tarefas domésticas também são fatores que impactam negativamente a carreira das mulheres, muitas vezes levando a interrupções profissionais e à perda de oportunidades de crescimento. Tudo isso está enraizado na sociedade a séculos, melhorou, mas ainda é um fantasma entre nós.

Eu confesso que já passei uma situação de diferença salarial e não foi nada fácil, embora, querendo ou não, saibamos que o mercado é assim, mas sentir na pele a sensação não é nada boa. Mas para você entender melhor, vou te contar como tudo aconteceu. Antes de me tornar Sexóloga e Masterlove e trabalhar com relacionamento e sexualidade, eu trabalhava em uma Empresa na Área de Projetos de Tecnologia da Informação, exercia um cargo de alta responsabilidade e entregávamos muito, os indicadores mostravam nossos resultados.

Passava por alta pressão, entregava resultados, apagava incêndios, resolvia problemas, gestão de pessoas e mesmo assim eu ganhava três vezes menos que meus pares que eram homens.  Sim, era a minha triste realidade, mas quando entrei na empresa não sabia que a diferença era tão grande assim e eu precisava trabalhar.

O primeiro ano passou, o segundo também, grandes projetos foram entregues, e meu coração já sonhava com promoção, mas adivinha, nunca eu era a felizarda. No terceiro ano, após muitos elogios das áreas externas e fornecedores que reconheciam meu trabalho, o desânimo me “pegou”, e comecei a ficar totalmente desmotivada. Quem não sabe, as áreas de tecnologia são de predominância masculina e há poucas mulheres, meu Time em peso era de homens e tinha poucas mulheres isoladas e eu era uma delas. Passado um tempo, o número de mulheres começou a crescer especificamente na minha área, e sinceramente achei o máximo, porque achei que realmente a empresa estava inovando, colocando mais mulheres em áreas com maior número de homens.

Enquanto eu achava que a empresa estava trabalhando com “inclusão” de mulheres na tecnologia e gestão, um certo dia fui em  uma reunião em outro andar, lembro-me que ao sair, peguei um café e fui para meu andar, não peguei elevador, fui pela escada pois era um andar superior, passei por algumas áreas e ao chegar em um local mais isolado próximo dos corredores, eu ouvi uma conversa, sim eu sei, foi muita “cara de pau”, mas pelo tema, eu me senti obrigada a ouvir. Profissionalmente nunca havia feito isso, sempre fui e sou muito correta, mas não aguentei e sinceramente acho que foi “Deus” que abriu meus ouvidos naquele dia.

Então, ouvi um colega falar para meu Gerente, que a nossa área era a melhor, ele perguntou “por que você acha que é a melhor?” O colega respondeu, “agora tem mais mulheres” é bonito de ver, uma mais linda que a outra. Meu Gerente sorriu.

E o colega perguntou, por que você resolveu contratar mais mulheres? Meu Gerente respondeu sem o menor pudor, “é mais barato” elas “ganham até três vezes menos, e eu economizo na área.”

Ao ouvir aquilo, meu coração acelerou, faltou o ar e simplesmente passei mal, fiquei enjoada ao tomar o café, e muito decepcionada. Eu não acreditava naquilo que estava ouvindo. Então, a partir daquele dia, minha saga ao “fundo do poço” começou naquela empresa. Sim, dias de tristeza, crises de ansiedade, pânico, enjoo, um desmaio e meses de alta tensão e sofrimento, até que eu acordei para a vida. Acho que não aguentava mais o “fundo do poço,” estava gelado demais e eu precisava de um lugar mais acolhedor e aconchegante. Mas só me dei conta quando passei tão mal, que acharam que eu estava infartando, então, me levaram para o hospital, pois desmaiei pela segunda vez, e ao abrir os olhos no hospital, com soro na veia, eu não acreditava que estava passando por tudo aquilo.  O médico me fez algumas perguntas e disse que eu estava bem e foi só uma crise de ansiedade, e que era bom eu procurar um psiquiatra e fazer um tratamento.

Depois deste dia, eu resolvi procurar ajuda pois estava em plena crise, e resolvi mudar de empresa, pois aquela feriu meus valores e eu já não cabia mais ali. Após 2 meses de busca por um novo trabalho, fui aprovada em 3 empresas diferentes e pude escolher. E adivinha, escolhi a empresa que oferecia programa de inclusão de mulheres da Tecnologia e demais áreas e Programa de Mulheres na Liderança, então mudei.

Mas porque te contei este pedaço na minha história, porque esta Fabiana poderia ser você, que também passou por isso ou está passando agora, já que nenhuma de nós está livre de passar por empresas com conceitos antiquados e gestão ruim. E o meu recado para você é, para tudo, e avalia se vale a pena ficar enrolando para sair de um trabalho que diminui o seu valor, ou vai tomar a iniciativa de procurar uma empresa te caiba? Vale a reflexão.

Agora falado em Oportunidades de Trabalho, Barreiras e Avanços

A luta por oportunidades de trabalho igualitárias é outro desafio importante na busca pela igualdade de gênero. Embora nós mulheres tenhamos conquistado maior acesso à educação e ao mercado de trabalho, ainda enfrentamos barreiras significativas para ingressar e progredir em determinadas áreas, mesmo sendo mais estudadas que muitos homens. As profissões tradicionalmente dominadas por homens, como engenharia, tecnologia e ciências exatas, ainda apresentam uma baixa participação feminina, vejam o no meu caso, área de tecnologia, mas hoje há muitas empresas que possuem programas de inclusão.

Outros fatores que as mulheres sofrem, além do citado acima, muitas vezes enfrentam preconceitos durante processos seletivos, os RHs não colaboram, claro, isso depende dos valores da empresa, ainda dão a preferência por candidatos homens para cargos de maior responsabilidade ou a associação de características femininas a uma suposta falta de liderança. Programas de inclusão e políticas de diversidade têm sido implementados por algumas empresas para combater essas práticas, mas ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens em todos os setores.

Mas digo, é possível. Hoje, concilio profissão e me tornei uma executiva da área da Tecnologia, na Gerência de Projetos, e claro, trabalhando em uma empresa com programa de inclusão, inclusive de igualdade salarial. Portanto, não desanime, é possível.

E a representação em Posições de Liderança, o famoso “Teto de Vidro” das mulheres

Se você não conhecia esta expressão, vou explanar um pouco a respeito, a sub-representação das mulheres em cargos de liderança é um fenômeno conhecido como \"teto de vidro\", trata-se de uma barreira invisível que impede o avanço das mulheres para os mais altos escalões executivos das empresas. Embora a mulher represente quase metade da força de trabalho em todo mundo, ocupam apenas uma pequena porcentagem de cargos executivos e de diretoria.

Os motivos, vem desde o desequilíbrio, não é apenas uma questão de justiça social, mas também um problema econômico. Estudos nos mostram que empresas com maior diversidade de gênero em cargos de liderança tendem a ser mais inovadoras e lucrativas. A presença de mulheres em posições de poder também serve como um exemplo inspirador para as gerações futuras, mostrando que é possível romper com os estereótipos e alcançar o sucesso profissional.

O grande paradoxo é que ainda existem obstáculos que impendem o crescimento de liderança femininas. Pensando em um cenário global, de acordo com a Fundação Lemann, apenas 37% das mulheres ocupam cargos de lideranças, ou seja, apenas um terço, o que é muito pouco. Além dos indicadores não negarem a desigualdade, as mulheres precisam aprender a lidar com as crenças limitantes impostas pela sociedade como exemplo “homens não tem TPM”, “homens são mais diretos e objetivos” ou “esta função é estratégica demais para mulher” ou pior, as crenças grosseiras e insinuações que ferem os valores da mulher, como “o será que ela fez para conseguir este cargo”? E tem mais uma questão, para alcançar a mesma probabilidade que os homens têm de conseguir um trabalho em setores formais, a mulher tem que ter mais de 5 anos de vantagem escolar que os homens. Eu mesma, já trabalhei em algumas empresas que eu era a mais estudada do departamento, e tinha mais formação que meus Gerentes.

E segundo uma pesquisa publicada no artigo do site Fundação Lemann em 14 março de 2024, a organização Leadership Circle analisou mais de 84 mil líderes e 1,5 milhão de avaliadores, revelando que as lideranças femininas se destacam mais do que os colegas homens no quesito eficácia, em todos os níveis de gerenciamento. 

Outro estudo, divulgado pela ONG Conference Board, mostrou que organizações com até 30% de mulheres na liderança têm 12 vezes mais chance de estar entre as 20% melhores em desempenho financeiro.

Até quando vamos aguardar as organizações tomarem iniciativas de inclusão? Enquanto isso, não podemos ficar de braços cruzados, mas podemos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para mudar este cenário. Fácil? Não é, mas ficar sem fazer nada é pior, vamos plantar a semente da inclusão e diversidade.

O fim está próximo

Conclusão

A “saga” por igualdade de gênero no mercado de trabalho é uma jornada contínua que exige esforços coletivos e mudanças estruturais e culturais.  A igualdade salarial, as oportunidades de trabalho igualitárias e a representação feminina em posições de liderança são pilares essenciais para construir um futuro mais justo e inclusivo. Lembrando que é fundamental celebrar as conquistas já alcançadas, mas também reconhecer que ainda há muito a ser feito, infelizmente ainda há muitas empresas precisando inovar neste quesito. A igualdade de gênero não é apenas um direito das mulheres, mas um benefício para toda a sociedade, promovendo um ambiente mais diverso criativo e próspero. Que este dia sirva como um lembrete de que a luta pela igualdade é uma responsabilidade de todos nós.

E se você passar por algo parecido, não fique sofrendo como eu fiquei, tenha coragem e atitude de fazer diferente. Não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda, é possível.

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Fabiana Ruff

 

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